sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

o tempo do desamor

Mas paixão é assim efêmera, contrária ao amor.
Esse leva tempo, não mais que o tempo para se tornar um desamor.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Eu que não sei

Não. Não me disse como acordar em um dia frio e como eu poderia ressuscitar meu corpo morto. Não me disse como alimentar o meu estômago vazio e como deveria encher de ar meu peito e levantar um pouco. Eu deveria esperar? Eu deveria me desesperar? Quer me dizer como proceder? Logo eu que não sei contar amigos, eu que não sei rasgar promessas, que não sei atar abraços, não sei comer às pressas e limpar meus rastros, nem viver às custas. Eu que não sei você.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Guerra Fria

Não havia revólver ou fuzil. A guerra era fria, admitiu. Pois não havia encontrado na terra mina nem dinamite, nenhum projétil de lado, mas uma frágil linha fina que afastava, oprimia e impunha limite a meus braços. Esses como fios de bomba, confundindo, envolvendo, fazendo querer detê-los. Haviam muitos azuis, vários vermelhos. Você quis cortá-los todos, hesitou.